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Quando a criança não deve ser vacinada

  Existem algumas situaçãoes em que as crianças não devem ser vacinadas. Informe-se aqui.




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Quando a criança não deve ser vacinada?

Existem poucas situações em que as vacinas são contra-indicadas:

1. doenças que acarretam comprometimento do estado geral - recomenda-se adiar a vacinação sempre que a criança apresentar qualquer doença aguda associada a comprometimento do estado geral, acompanhada ou não por febre;
2. reação alérgica à aplicação anterior da vacina - essas reações são extremamente raras (menos de 1/100.000 doses) e caracterizam-se pelo surgimento de urticária, choque, broncoespasmo ou edema de glote imediatamente após aplicação da vacina; crianças que apresentaram esse tipo de reação não devem receber nova dose da vacina.
Existem ainda as contra-indicações específicas para cada uma das vacinas.

Pode-se vacinar criança com resfriado ou diarréia aguda?

Os lactentes comumente apresentam um grande número de infecções agudas de vias aéreas superiores que, na maior parte das vezes, são de causa viral; essas infecções são benignas e autolimitadas e quando ocorrem em crianças, acompanhadas ou não por febre baixa, não constituem contra-indicação às vacinas. O mesmo ocorre com relação à diarréia; se a criança apresentar diarréia leve e sem comprometimento geral não se deve adiar a vacinação.

Todavia, quando a criança apresentar comprometimento do estado geral, com ou sem febre, recomenda-se adiar a vacinação, no intuito de evitar que possíveis efeitos adversos das vacinas sejam confundidos com a piora ou má evolução da doença de base.


Crianças que sofrem de bronquite e que estão com chiado podem ser vacinadas?

As doenças atópicas (asma, bronquite, rinite e eczema) são muito freqüentes na infância e muitas crianças apresentam chiado no dia da vacina; esta situação não é considerada contra-indicação à vacinação, desde que a criança esteja em bom estado geral e sem febre.

E se a criança alérgica estiver recebendo corticóide?

O uso de corticoesteróides por via inalatória ou por curtos períodos de tempo (menos de 15 dias) é muito freqüente nas crises agudas de broncoespasmo ou rinite; nessas situações não há qualquer contra-indicação para a administração das vacinas de rotina. Deve-se retardar a administração das vacinas apenas se o uso desses medicamentos for prolongado ou em doses elevadas.


A criança que está recebendo antibiótico pode ser vacinada?

O uso de antibióticos (assim como a exposição recente a doenças infecto-contagiosas e fase de convalescença de doenças agudas) também não constitui contra-indicação às vacinas, desde que a criança já esteja sem febre e apresente bom estado geral.


A partir de que idade a criança que nasceu com baixo peso ou prematura pode ser vacinada?

Atualmente, é cada vez maior o número de crianças que nascem com menos de 2.500g; essas crianças apresentam boa resposta às vacinas básicas e devem ser vacinadas de acordo com a idade cronológica recomendada nos calendários vacinais. Faz exceção a esta regra a vacina BCG (contra tuberculose), que deve ser aplicada somente após a criança ter atingido o peso de 2 kg. Se a mãe tiver sorologia negativa para o vírus B da hepatite, recomenda-se aguardar até que a criança atinja 2 kg de peso para iniciar a vacinação; se a mãe for portadora do vírus da hepatite B, deve-se vacinar a criança o mais precocemente possível, independentemente do peso ao nascer.

Criança que apresentou febre ou teve reação local à dose prévia da vacina pode ser revacinada?

É muito comum que a criança apresente febre após receber alguns tipos de vacina, como a tríplice (DPT - contra difteria, tétano e coqueluche) e a vacina contra sarampo, ou que apresente reações no local de aplicação de vacinas administradas por via injetável (dor, edema ou vermelhidão). Essas reações não constituem contra-indicação ao prosseguimento do esquema vacinal; o mesmo é válido para crianças que apresentaram reações sistêmicas, tais como febre inferior a 39,5° C, irritabilidade e choro após a vacinação.


A criança que sofre de convulsão pode ser vacinada?

A vacina contra coqueluche pode causar febre em 30% a 50% das crianças no dia de sua administração. Como a febre aumenta a chance de a criança com antecedentes pessoais ou familiares apresentar uma convulsão, recomenda-se que essas crianças sejam medicadas com um antitérmico no momento da vacinação e a cada 6 horas, nas 24 horas que se seguem à administração da vacina contra a coqueluche. Quanto à vacina contra o sarampo, o risco de as crianças com antecedentes pessoais ou familiares de convulsão febril apresentarem convulsão também é maior, entretanto, é difícil fazer a profilaxia com antitérmicos, pois a febre ocorre 7 a 10 dias após a vacinação.


Existe contra-indicação para a vacinação se a criança já teve a doença para a qual se pretende vacinar?

Não. As pessoas previamente imunes não apresentam maior risco de apresentarem reações adversas se forem vacinadas. Quando a vacina contém vírus vivos (sarampo, caxumba, rubéola, varicela, poliomielite), o indivíduo previamente imune terá menos reações do que aquele sem imunidade, pois os anticorpos impedirão a replicação dos vírus vacinais atenuados no organismo humano. Na dúvida, é melhor vacinar, pois muitas vezes, existem equívocos no diagnóstico clínico de doenças como sarampo, caxumba, rubéola e hepatite e, nesta situação, deixar de administrar as vacinas constitui um risco para a criança. É importante lembrar que algumas doenças não conferem imunidade (tétano, difteria e doenças invasivas por Haemophilus influenzae tipo b) e, nestas situações, mesmo que a pessoa tenha tido a doença, a vacina está indicada. Os problemas de vacinar pessoas previamente imunes relacionam-se às reações locais (que são mais freqüentes com as vacinas contra difteria e tétano) e com o custo das vacinas antivirais.

Criança desnutrida pode ser vacinada?

Sim, a criança desnutrida responde bem às vacinas do esquema básico e não só pode, como deve ser vacinada, tendo em vista que a desnutrição predispõe a um maior número de complicações e seqüelas se a criança for acometida pelas doenças preveníveis através da vacinação


Criança em aleitamento materno pode ser vacinada?

Sim. A amamentação não constitui contra-indicação a nenhuma das vacinas do calendário básico; recomenda-se que se evite amamentar ou dar mamadeiras às crianças pouco antes ou logo após a administração da vacina Sabin, apenas, com o objetivo de evitar possíveis vômitos e a necessidade de administrar nova dose. Embora o vírus atenuado da vacina contra a rubéola já tenha sido identificado no leite de mães que amamentam, não existe risco de infeção para o feto e as gestantes não imunes devem receber a vacina, ainda na maternidade.


A criança pode ser vacinada contra rubéola se a sua mãe estiver grávida ou houver outras gestantes na família?

Pode, pois nunca foi comprovada a transmissão do vírus vacinal da criança para sua mãe. Só está contra-indicada a administração da vacina contra rubéola às gestantes e não a seus filhos.

Bruno Rodrigues - Publicação: 01/07/2008





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